Alimentação Saudável na Gravidez – Confira Excelentes Dicas

Uma gravidez é capaz por si só de mudar totalmente a vida de qualquer mulher em todos os sentidos não é mesmo? Por isso, esta pode uma excelente oportunidade também para adquirir novos hábitos de vida mais saudáveis, pois além do próprio bebê depender dos nutrientes vindos da sua alimentação, seu próprio corpo precisa estar preparado e bem adaptado para as mudanças.

Se você é uma “mãe de primeira viagem”, provavelmente já deve ter visto em uma gestação de uma amiga ou parente o quão desgaste é esta fase, que se torna uma verdadeira maratona, de poucas horas dormidas e intensa atividade nos primeiros meses de vida da criança.

A forma correta de enfrentar tudo isso portanto é mudando alguns hábitos incorretos, como se alimentar melhor, seja durante a gestação e mesmo após ela.

De forma geral, segundo orientação de médicos e principalmente nutricionistas, ter uma alimentação saudável na gravidez significa manter uma dieta mais diversificada e equilibrada, sendo recomendável por exemplo consumir 50 a 60% das calorias diárias na forma de carboidrato, de 25 a 35% em gorduras e 20% em proteínas.

É claro que esta conta não é exata, mas as proporções devem seguir sim estas recomendações. O ideal mesmo é consultor um nutricionista, pois ele é o profissional especializado em criar ou adaptar dietas específicas para cada uma de suas necessidades, ainda mais nesta fase tão especial quanto a da gestação, onde a mulher precisa consumir em média 200 calorias a mais por dia para obter um ganho de peso dentro da normalidade.

Alimentação Saudável na Gravidez – Confira Dicas Nutricionais para cada fase da Gestação

Primeiro Trimestre

Considere consumir produtos ricos em ferro e ácido fólico, pois durante essa fase as transformações no corpo da gestante ainda não são muito perceptíveis, mas a presença do HCG (hormônio gonadotrofina coriônica humana) no sangue indica que muitas alterações internas estão acontecendo.

Como não poderia deixar de ser, é importante se preparar para todas elas. Ao fim da 12ª semana, a frequência cardíaca e o volume do sangue estarão entre 10 e 15% mais altos. A expansão sanguínea exige uma dieta com mais líquidos, ferro e ácido fólico. Já a necessidade de proteína aumenta por causa do crescimento dos seios e do útero.

Essa fase é também caracterizada pelos enjoos, que podem ser aliviados com truques alimentares.

Você encontrará o ácido fólico nas folhas verde-escuras (espinafre, escarola, couve, brócolis), nas leguminosas, nas castanhas e nas frutas cítricas. Em muitos casos, são recomendados suplementos vitamínicos para suprir a necessidade recomendada de 400 mcg diários.

Atenção: o cozimento pelo micro-ondas é o que mais destrói o ácido fólico, que também é eliminado quando a comida é preparada em altas temperaturas ou com grande quantidade de água, sendo ideal prepará-las no vapor.

Segundo Trimestre

Aqui o paladar da gestante fica mais apurado, a energia aumenta, as papilas gustativas voltam a funcionar como antes e os desconfortos são superados. Nessa etapa da gestação é recomendado a ingestão de 300 a 500 calorias a mais por dia.

Como a comida volta a ser atraente, aproveite para fazer refeições saudáveis, preferindo opções ricas em fibras, como cereais, pães integrais e frutas, e um pouco de proteína, como leite, queijos, iogurte e ovos. A banana, fonte de vitamina B6 e potássio, é uma opção nutritiva e substanciosa.

Outro fator fundamental é manter o foco na hidratação, pois além de essencial para a saúde do bebê, a água ajuda a prevenir tonturas, prisão de ventre e ondas de calor típicas do período.

Terceiro Semestre

Alguns desconfortos podem assumir o centro das atenções nessa fase, assim a mulher no final da gestação sente muita fome, mas logo está satisfeita. O segredo é comer pouco em várias refeições. Cálcio e ferro merecem atenção especial, e você os encontrará na carne vermelha, nas aves e nos peixes, além da vitamina C, presente em bebidas como suco de laranja, que maximizam a absorção do mineral.

Invista ainda em carboidratos não refinados, como arroz, cereais, macarrão e pães integrais, pois você vai precisar de muita energia para gerar um bebê.

Pós-Parto

Após o nascimento do bebê, a dieta da nova mãe deve seguir a mesma fórmula recomendada durante a gravidez, pois a mulher que amamenta necessita de 200 a 500 calorias a mais por dia e cerca de 70 g de proteína.

Os cuidados que o recém-nascido exige poderão tornar difícil o preparo de refeições completas, por isso, os lanches são essenciais no período. Sendo assim, tenha sempre à mão opções saudáveis, como uma fatia de pão integral com queijo e salada por exemplo.

Durante a amamentação, hidrate-se ainda com maior rigor, pois o bebê mama de oito a 12 vezes por dia e, para tanto, são necessários cerca de 3 litros de água para compensar o leite produzido.

Cálcio, cálcio, cálcio: o aleitamento também exige da mãe atenção à ingestão de leite e derivados, pois estima-se que, nessa fase, o organismo da mulher precisa de 1000 mg de cálcio por dia.

Principais Precauções Alimentares

  • Coma aves, carnes, salsichas, peixes e frutos do mar com moderação e sempre muito bem cozidos. Além disso, evite queijos moles e patês feitos com leite não pasteurizado. As gestantes são mais suscetíveis à bactéria Listeria monocytogenes. Outro ótimo motivo para cozinhar bem a carne é evitar a toxoplasmose, uma infecção que pode causar malformações graves, principalmente no primeiro trimestre de gestação;
  • Evite ovos crus e derivados de leite não pasteurizado. E guarde a comida na geladeira para prevenir a salmonela.
  • O mercúrio, presente em alguns tipos de peixe, como os de água doce, o peixe-espada e o cação, também devem ser evitados;
  • Modere a ingestão de cafeína e álcool. E atenção: refrigerante à base de cola e chocolate também contêm uma parcela de cafeína. Consuma com parcimônia.

Fonte: Bebê Abril

Para encerrar nossas dicas sobre alimentação saudável na gravidez, recomendamos mais uma vez firmemente que você utilize estas dicas apenas como um guia básico informativo. Jamais inicie dieta alguma por conta própria, ainda mais durante o período de gestação sem consultar um profissional especializado como um nutricionista, que poderá adaptar seu cardápio da melhor forma possível, de acordo com suas necessidades.

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